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Expediente...

Ele era um homem vivido,
ela tinha muito por viver,
não passavam de simples amigos,
até tudo acontecer...
Ele achava-a muito atraente,
ela tinha-o como um sedutor,
e foi sem darem por isso,
que foi nascendo neles Amor...
Ela foi uma margarida,
numa primavera inventada,
que foi plantada no jardim dele,
querendo ser por ele regada...
Ele regou-lhe as vontades,
fertilizou-a  com o seu sabor,
e entre as pernas dela,
depositou o que tinha de melhor...
Sobre a mesa de trabalho,
por vezes contra a parede,
ela entregava-se a ele,
ele dela matava a sede...
Em horas de expediente,
o prazer era despachado,
mas a vontade deles era,
 fazer horário prolongado...

Depois regressavam às suas vidas,
levando com eles o cheiro,
entranhado nos seus corpos,
ficando por lá o dia inteiro...
E assim ele se alimentava dela,
e ela, dele comia,
através das lembranças,
que aquela fragrância trazia...

Ela deu-lhe sentido à vida.          
ele da dela tiro-lhe o sentido,
e foram ambos degustando,
este desejo proibido...
Ele conhecia-lhe o toque,
o seu cheiro apaixonado,
ele conseguia fareja-lo,
tivesse ela em qualquer lado...
Pelos corredores e recantos,
ele procurava por ela,
quando ela lhe entrava pela porta,
parecia-lhe o sol a entrar pela janela...
Não era o Sol, mas era vida,
que ela trazia para lhe dar,
aquela bela margarida,
fazia-o até suar...

Quando ela se colava em seu corpo
 pedido-lhe para a foder,
tudo nele era delírio,
misturado com prazer...
Arrebatado pela loucura,
que tinha por aquela mulher,
aquele homem contava os minutos,
para novamente nela se perder...
Ela foi durante tempos,
a sua mais bela fantasia,
ele ainda hoje a recorda,
com alguma nostalgia...
No seu velho gabinete,
ficarão para sempre sepultados,
aqueles momentos loucos,
em que se sentiram amados...
A vida seguiu o seu rumo,
porque assim teve de ser,
mas ele sente-se orgulhoso,
de um dia a ter podido ter...


                                                                 *** Ártemis ***
 
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